dezembro 08, 2011

Por quantas vezes eu já estive neste mesmo lugar, imaginando coisas semelhantes, buscando razões e motivos para coisas das quais eu sei que jamais encontrarei respostas... Os pensamentos são sempre tão parecidos que eu sempre me perco tentando me encontrar.
Eu nunca sei ao certo o que sentir, nem o que seria ideal diante disso, sei que é extremamente estranho estar assim. Nao há porque culpar a vida de nada, no momento nao há nem a quem culpar, a não ser a mim mesma, eu e o meu orgulho mesquinho, eu e o meu medo idiota, eu e a minha culpa sem fim...
Sim, eu preciso dele ao meu lado, mas eu tenho tanto medo de sempre demonstrar esse amor e ver meu coracão partir mais uma vez, me enxergar sangrando, aos pedaços como eu estive por muito tempo. Basta fechar os olhos que eu enxergo todo o passado, como se nenhum momento pudesse ser esquecido (os ruins, é claro!), os bons momentos se apagam como poeira levada pelo vento. Volta e meia me sinto atormentada por essa situação, isso é patético, infinitamente patético!
Vejo cada detalhe do que passei, cada magoa que senti, toda superação que tive que ter para voltar a acreditar e tornar a sangrar. Ora, mas isso deve ter uma razao plausível, nao?! Ou eu voltaria a vida dele simplesmente para mais tarde sofrer? Não, não pode ser.
Se fosse só sentir saudades, mas vem tudo isso me atormentar, a realidade vem bater-me a cara e dizer “nao seja patética! E se acabar amanhã, você irá sofrer de novo? Não, dessa vez a culpa é só sua!”

outubro 10, 2011

Tenho visto...



Tenho visto... A minha falta de sanidade não pode sequer tentar ser explicada, a vida não se mostra merecedora disso. Sim, aceito que na maioria das vezes não consigo me encaixar nesse mundo de "pessoas normais", tudo se mostra muito confuso, ou a confusão vem de mim? Sabe lá.
O futuro é tão incerto, o efêmero se mostra como importante, aparência importa muito mais que essência, felicidade é produto que pode ser comprado e vendido, buscar um mundo paralelo é forma de se sentir feliz... E aí vale tudo: drogas, prostituição, obsessão... Qualquer coisa que leve a ilusão, que retire da realidade.
Interessante não?!
Vamos então analisar a sociedade em que estamos inseridos?! Vamos pensar antes de falar e agir?! Vamos analisar os fatos?! Vamos buscar soluções ao invés de julgamentos?!
Ninguém vai morrer por isso, garanto!
Ou talvez morra, o sistema é perverso (mas isso não vem ao caso no momento).
De que serve tanta hipocrisia?
O que restará no final, para todos? De que adianta tanto se a vida tem um fim? Se o amanhã pode não existir?
Preocupe-se em ser feliz, em fazer feliz, o resto será consequência.



Tente tirar as amarras existentes... As do corpo, mas principalmente as do coração. Veja, ouça, sinta, PENSE... É isso que nos faz sermos chamados de "seres racionais". Não sei até que ponto, né? Deveriamos fazer valer as chamadas funções superiores, porém, cada vez mais o ser humano se acorrenta no que lhe é inútil, torna-se escravo de si mesmo e do sistema que criou.


E tenho dito.

julho 29, 2011

Maktub


MAKTUB —> Esta expressão vem do árabe e profere do particípio passado do verbo Ktab (escrever). MAKTUB significa em português “estava escrito”.
Acreditando que tudo está escrito e que apesar do livre arbítrio, sempre chegamos ao encontro do que nos foi destinado...

Antes mesmo que eu pudesse perceber estava novamente a buscar o que nem sei ao certo o que seria. É difícil compreender as muitas voltas que o mundo dá, mas foi fácil ver tudo voltar pro lugar no instante em que houve o reencontro, muito além do físico, foi o reencontro de nossas almas. Tantos erros, encontros e desencontros, outros relacionamentos, mágoas, medo, dor... Tantas outras vivências parecem ter nos preparado para este reencontro.
Foi tão estranha a forma como tudo aconteceu, vez ou outra tenho a sensação de que nada poderia ter acontecido diferente... Nos preparamos para viver aquilo que está acima de nós, até mesmo acima de minhas escolhas. Talvez tudo ainda se mostre muito confuso, nossa imperfeição nos impede de acreditar que não escolhemos assim, foi a vida que nos escolheu. E neste momento tudo me parece tão real, tão exato, tão livre de paixões medíocres e sentimentos mesquinhos.
Confesso, o medo anda rondando, não sei ao certo onde tudo isso poderá me levar; é difícil acreditar, e eu sei que não é difícil apenas para mim. Mas, e quem disse que seria fácil?
Os reencontros e recomeços podem ser ainda mais difíceis do que imaginamos, afinal, "dar segunda chance é como fazer cirurgia, pode até melhorar, mas a cicatriz é para sempre".
E quantas cicatrizes, não é mesmo?
Tudo mudou, eu sei... O tempo que o esqueci foi só uma maneira de amar mais, e este sentimento deve apenas ter adormecido para acordar mais forte, maduro, seguro. Quando tudo parecia ter dado errado, foi que tudo se fez certo.

Uma coisa é certa... Toda atitude humana sempre será movida por dois grandes sentimentos: o amor e o medo.

julho 26, 2011

Cá no meu canto


Não, não estou apta a me apaixonar. Estou cansada de tudo isso; cansada de projeções, ilusões, conto de farsas... Não me interessa sofrer pelo que chamam de amor, não consigo aceitar a ideia de que o amor cause sofrimento, longe disso, o Amor só traz paz.
Não confundam paixão com amor. Conheço poucos casos de amor nessa minha breve existência, e, apesar de tanto falar desse sentimento tão lindo, creio que também o desconheço. Já me apaixonei inúmeras vezes, me apaixonei várias vezes pela mesma pessoa, já sonhei, fui correspondida de uma forma tão intensa que jurei ter amado pela primeira vez, já quase morri por achar que fosse amor...
É preciso compreender que o tudo não é amar, o tudo é ser feliz!
Não, eu não quero me apaixonar, não estou disposta a sofrer; não nego que gostaria de amar, mas será que é possível sem tornar a me apaixonar?
E repito: não confundam amor com paixão. Acredito que somos imperfeitos demais para o que designam amor, posto que sua função é nos levar a perfeição.

Eu quero saber o que é o amor, quero tranquilidade, paz, sentir-me parte desse todo que possui minha plena admiração; e essa paixão sim eu aprovo, esse amor sinto a cada batida incerta do meu coração... O amor pelo Universo, pela vida, pelo próprio Amor.

maio 04, 2011

Um lance

Enquanto isso no pagode...

Marquinhos: Oi.
Fabizinha: Oi.
M: Beleza?
F: Tudo certo.. e você?
M: Também. Achei você linda.
F: Obrigada.

Os dois se olham. Rola um super beijo, vários amassos.
Será que foi amor a primeira vista?
Fim do beijo.

M: Então, valeu.
F: É.
M: A gente se esbarra.
F: Ok.

Ela continua dançando.
Ele vai pegar outras meninas.
Ele não sabe o nome dela, e não faz questão de saber.
E a música continua rolando.. "Um lance, é um lance.. Quer romance? Compra um livro"

É, olha o amor moderno aí.


Nota: Diálogo inspirado em outro blog.

março 10, 2011

Sentir...


A verdade é que ultimamente ando numa busca incansável por tudo aquilo que me faça sentir. Depois do vazio que vivenciei, das dores que causei, das feridas que não curei, tudo que desejo é sentir, sempre, qualquer coisa, até ódio tá servindo...
Então, por favor me faça sentir. Eu quero rir até a barriga doer, chorar até ficar com o rosto desfigurado, o que importa são as emoções, as sensações... E o resto não está adquirindo muita importância.
Cada vez mais me encanto com o ser que estou me tornando, ou talvez com a aceitação do que sou, estou me (re)descobrindo e sendo de propósito, e quer saber? Isso é maravilhoso!
Talvez agora tenha parado com essa loucura inconsequente, com essa busca incansável, tô em paz com meu mundo, como diria a canção "só vibrando amor e paz..."
Encontrei muitos aliados, o principal deles, me fez deixar de lado alguns valores (rs) e quem se importa? Vivi, estou vivendo, no sentido pleno e exato da palavra, e sinceramente, para mim isso é o mais importante, não suportaria apenas existir, apenas ser mais uma "criatura robotizada" (com o perdão da palavra), porque muitas coisas serão esquecidas, mas quando se aprende a ser feliz por si só, o que importa é o que você vive, você escolhe, você sente...

Intensidade


Essa ideia de paixão que me persegue é um tanto quanto estranha (para dizer o mínimo), não consigo me desvencilhar mesmo quando o que resta é apenas desilusão. Sou intensa demais, apaixonada demais, é a verdade, não há quem dê jeito; quando não há um "objeto" de devoção a esse sentimento estranho, simplesmente o invento.
Mas, não, não é tão simples quanto parece. Inúmeras vezes é muito complexo, explicar então... Ih, melhor nem tentar!
De uma coisa sabemos, estar apaixonado é maravilhoso ( às vezes); o problema são os finais, não sei lidar com tais situações, e a desilusão, ah! Isso sim me preocupa. Mas, e por que não se apaixonar muito e sempre? Por que sentimos tanto medo? Só sei que preciso sentir, pouco me importa a dor, desejo sentir de toda essa forma intensa que me parece inata; necessito dessa "vaga ideia de paraíso que nos persegue bonita e breve...", mesmo que isso me faça estar entre o céu e o inferno, quase sempre.
Intensidade, sentimento, realidade, loucura, ódio, doença(?)... Sabe se lá quantos sentimentos se misturam nessa ilusão que nossa mente projeta (e nem adianta culpar os hormônios, neurotransmissores, etc. e tal, rs); bem, porque podemos até saber, mas parece inútil tentar explicar, não é mesmo?
Então, permaneço aqui com toda intensidade desse coração despedaçado que ainda não cansou de se apaixonar (espero que nunca se canse). E posso dizer: espero que você também não canse, apaixone-se todos os dias, pois, de tudo o que viver, restará "apenas" tudo aquilo que lhe fez sentir da forma mais intensa possível. Sinta, sempre. Viva.

fevereiro 20, 2011

Libertação


Era 14 de fevereiro, Valentine’s day em muitos países, dia que deveria marcar o amor, o recomeço, a paz; mas, foi na verdade dia de perceber e sentir tristeza, mágoa, decepção e indiferença, muita indiferença. O coração estava aos pedaços, implorando um pouco de amor,e todo amor lhe fora rejeitado, da pior forma possível.

Era o fim. O que temia finalmente chega, era o fim de tudo. Desorientada, perdida, acorrentada, sangrando, aos pedaços. Toda dor aparece de forma tão intensa que parece não ter fim, mas era chegado o fim de tudo, e a alma precisava de libertação; chega de dor, não quero essa dor, não suporto. Já não sentia, já não via, já não existia, o coração não batia, o cérebro não comandava o corpo, as lágrimas não cessavam... Dor era tudo que o corpo conseguia sentir, apenas isso, nada mais.

E numa luta desesperada, a mente lhe traz a solução... Todos aqueles remédios pareciam chamá-la. A morte, ela liberta. E tudo soa muito simples, a solução fora encontrada, não haverá mais dor. Vem a primeira dose, a mente acha pouco, o corpo precisa de mais, dobra-se a quantidade. O efeito é bom, calma, paz, parecia ter conseguido o fim da dor.

O coração que parecia estar parado bate descompassado da mesma forma que era com a maldita paixão, sim, maldita! Ela está trazendo o fim da minha vida. O coração bate cada vez mais forte... Taquicardia, mãos geladas, corpo trêmulo, e a dor, maldita dor que não passa; o corpo treme sem parar, as pessoas olham curiosas, desespero no olhar, comentários...

– Minha aparência deve estar péssima!

Todas aquelas luzes, todas aquelas pessoas...

A Morte finalmente aproxima-se, calma e tranquila, como sempre esperei, por toda minha vida... Vida? Que vida? Era realmente o fim, o doce fim de tudo. Então em toda minha fraqueza humana, temo, pela primeira vez sinto medo, a Morte sorri para mim e tento fugir, fingir. Nada adianta, ela se aproxima cada vez mais, e involuntariamente uma confissão

- Tomei muitos remédios, irei morrer.

Sou levada a outra sala, ouço o que falam. Palavras inúteis. E a dor continua, tão forte quanto antes. Tentam salvar o que ainda me resta de vida, meu corpo sente dor, muita dor... Tudo se fecha ao meu redor e aquele tubo entrando pelo nariz parece ferir tudo por dentro; comparo as dores, esse tubo machucando é a menor delas. Retiram tudo que havia no corpo, e a dor agora se mistura. Mas, por que não retiram também a outra dor? Mais palavras, mais inutilidade.

Fracassei, permaneço viva. Conseguiram retirar os remédios; as agulhas e o tubo vão tentando curar o corpo. E a dor também diminui. A Morte se despede triste,e a vejo partir, com a promessa de nos encontrarmos em outro momento. Droga! Aquele tubo, aquelas luzes, agulhas, pessoas... Me fizeram querer que ela fosse embora, e ela se foi. Deixou a dor, já diminuída, cansada de tanto fracasso na vida, ela também se oculta, parece decepcionada.

O corpo agora precisa descansar, não eternamente como a mente desejou, mas o descanso daquele lugar horrível em que estávamos, daquela situação pela qual tivemos que passar e sobreviver. Descanse meu querido, descanse. A nossa querida Morte não demora a voltar, e nossa dor permanece para te fazer sentir, descansar é o que resta, até que essa loucura resolva nos deixar em paz.

janeiro 23, 2011

Incontrolável


Jamais imaginei que poderia me encontrar em tal situação... é tanta paixão, saudade, amor, é incontrolável. E o que fazer para acabar com este feitiço? Isso possui algum tipo de cura?
Pensar em alguém durante todo o dia chega a ser incômodo, e se ele sentir? E se em todas as vezes que pensar, ele saiba? Estarei perdida.
Estou desesperada por não controlar esse sentimento, nunca me senti tão responsável pela felicidade de alguém, nunca fiquei tão boba ao ver um sorriso, e nunca tive tanta vontade de dizer "eu te amo" por inúmeras vezes.
Ele me faz alcançar o Paraíso, me leva a um mundo muito melhor que este aqui; me deixa tonta, me tira o ar, me faz a mais feliz das criaturas; com ele me sinto mais viva.
Os atos do dia-a-dia me fazem ter a certeza de que "é ele!", foi todo esse sonho lindo que sempre busquei, onde até desentendimento torna-se algo de bom; é a realidade que supera meus sonhos; é compreender que preocupar-se com alguém é mais que ouvir suas inquietações, é transformá-las em suas.
Ele foi capaz de derreter o gelo que existia neste coração, que hoje bate incontrolavelmente acelerado, e contraditoriamente, às vezes parece parar. Então, me entrego à essa doce rendição e me sinto cada vez mais irremediavelmente sua.