maio 08, 2010

É como se a cada momento se fosse uma nova pessoa,
é como se todas as vezes que se olha para trás se enxerga um outro ser, uma outra criatura, não importa se melhor ou pior, mas completamente diferente do que se é.
A romântica, a desiludida, períodos de oscilação...
O desejo, a confusão, o sentimento, a reação, o calor, o desejo, a saudade, a alegria, a tristeza, a fantasia... O irreal, o quase real, o perfeito, o desastroso, o que deveria se esquecer, o que se gostaria de lembrar, o que deveria para sempre se apagar...
Dores, e mais dores, coração mutilado, sem mais razão de ser e cheio de ilusões que promovem o sentido.
Sentido? Qual sentido? O de ser? Não. O de não ser.

maio 04, 2010

Quem paga a conta?

Certa vez, ouvi alguém dizer: "Você não é o que você é, você é o que você tem!"
Estive a pensar, tentar entender até onde se pode chegar...
Recordei que muitas vezes ninguém sabe ao certo o que quer, vai realizando coisas como fazem as máquinas... Preciso entrar na faculdade porque meus pais desejam, preciso ter um emprego que pague bem porque a sociedade assim deseja, preciso estar com alguém porque não aguento o vazio da solidão, preciso criticar os outros para me sentir melhor, preciso ajudar para me sentir superior, preciso usar determinado objeto porque meus amigos também o usam, preciso mostrar que sou melhor... Preciso, preciso e preciso!
E quem paga a conta do terrível descontentamento? Quem paga a conta de sempre desejar algo mais? (Não importa quanto você tenha, nunca será o suficiente, não há paz) Quem poderá pagar a conta de tanta tristeza, decepção, desilusão, loucura?
Quem, por acaso, deseja pagar a conta da solidão, do vazio existencial?
Alguém saberá pagar a conta dessa infinita insatisfação?