
junho 29, 2010
Nostalgia

junho 19, 2010
"Ópio do povo"
maio 08, 2010
é como se todas as vezes que se olha para trás se enxerga um outro ser, uma outra criatura, não importa se melhor ou pior, mas completamente diferente do que se é.
A romântica, a desiludida, períodos de oscilação...
O desejo, a confusão, o sentimento, a reação, o calor, o desejo, a saudade, a alegria, a tristeza, a fantasia... O irreal, o quase real, o perfeito, o desastroso, o que deveria se esquecer, o que se gostaria de lembrar, o que deveria para sempre se apagar...
Dores, e mais dores, coração mutilado, sem mais razão de ser e cheio de ilusões que promovem o sentido.
Sentido? Qual sentido? O de ser? Não. O de não ser.
maio 04, 2010
Quem paga a conta?
Estive a pensar, tentar entender até onde se pode chegar...
Recordei que muitas vezes ninguém sabe ao certo o que quer, vai realizando coisas como fazem as máquinas... Preciso entrar na faculdade porque meus pais desejam, preciso ter um emprego que pague bem porque a sociedade assim deseja, preciso estar com alguém porque não aguento o vazio da solidão, preciso criticar os outros para me sentir melhor, preciso ajudar para me sentir superior, preciso usar determinado objeto porque meus amigos também o usam, preciso mostrar que sou melhor... Preciso, preciso e preciso!
E quem paga a conta do terrível descontentamento? Quem paga a conta de sempre desejar algo mais? (Não importa quanto você tenha, nunca será o suficiente, não há paz) Quem poderá pagar a conta de tanta tristeza, decepção, desilusão, loucura?
Quem, por acaso, deseja pagar a conta da solidão, do vazio existencial?
Alguém saberá pagar a conta dessa infinita insatisfação?
abril 28, 2010
abril 24, 2010
Ser outro
Se a cada palavra escrita a alma se recuperasse, eu viveria a escrever, acabaria com meu corpo até resgatar meu espírito.
Quando já não se sabe o que fazer, aonde ir, qual caminho seguir,
já não se sabe mais se a pessoa que cá vive sou eu, ou se no caminho do sofrimento aprendizado me torno outro, talvez descobri outro ser nesse caminho.
Outro iludido, aturdido, perseguido, sofrido, confundido... Dissimulado, que compõe as partes do que sou.
Do passado já não suporto lembrar pelo desejo de voltar e fazer tudo acontecer novamente, será que fui mais feliz? Não ouso buscar a felicidade, talvez tenha se cansado de mim, o que pode haver de mais difícil é o fato de não preencher o que não deve ser preenchido.
Do que estou falando afinal?
Deus, se tempo lhes sobres tenha misericórdia de mim não sou digna de ser atendida, Deus deve ter prioridades, e que essas prioridades não me incluam, detesto a piedade. O ser humano é tão ridículo que finge ser piedoso tentando ser melhor, e acaso não seria eu um ser humano?
Ao mesmo tempo o admiro, sim, sabe que irá morrer, é bom saber que todos acabarão num túmulo imundo sendo devorado, a cada mínimo detalhe... Cada acesso de raiva, de prepotência, de arrogância, de maldade, se desfazendo aos poucos, merecedor de cada milésimo de segundo o corpo se desfaz, não adianta fingir que foi o bem, quando se sabe que foi o mal.
E que ria porque é somente o que se resta dessa natureza imunda do ser, deixa que Deus fique responsável pelo bem, Ele próprio é o amor, afinal que se encontre um caminho e se vá por ele até o fim. Deixo Deus cuidar do que verdadeiramente importa, O deixo em paz para cuidar do que é necessário, e dessa vida medíocre eu mesma cuido.
Detesto esse jeito que as pessoas enxergam Deus, detesto todas essas mentiras, essa forma de fugir do vazio existencial, esse fanatismo ridículo, essa forma de deixá-Lo resolver tudo; Ele nada tem haver com o que fizeste, esse abandono de si e dos outros, esse completo descontrole, esse jeito de querer culpá-Lo pelas misérias que fazes todos os dias, do mal que corrói o espírito, de ter deixado o bem partir sem ao menos dizer adeus, ou por melhor dizer, expulsaram o bem daqui, e junto com ele deixaram Deus longe, sofrendo por essa criação péssima, que culpa tem Deus se transformaram o amor em conto da carochinha? Ao certo Ele se envergonha de ter criado um ser tão imundo.
Tudo é só forma de querer fugir da responsabilidade, de saber que enquanto dormem, eles passam frio, que enquanto escolhe o que comer, tantos morrem de fome, que enquanto reclamam de teus pais, eles gostariam de ter alguém de se queixar, enquanto desperdiçam tanto tempo pensando em contos de fadas, eles não tem uma esperança para o futuro,
se gasta tanto inutilmente, e eles morrem... Ainda possui a audácia de perguntar o que tem haver?
É. Sou um ser humano (mesmo não querendo ser), um ser que nem sabe o que é ser.
Peço que me leve pra longe daqui... Deus porque me colocaste aqui?
abril 23, 2010
É necessário ir além do desespero
Quando há a segunda chance de fazer o certo? Como definir o que é o certo?
Talvez eu não o encontre nunca mais.
E para que todos esses sonhos de amor? De que me serve acreditar?
Se estiver errada, algo me indicará o certo.