
Essa ideia de paixão que me persegue é um tanto quanto estranha (para dizer o mínimo), não consigo me desvencilhar mesmo quando o que resta é apenas desilusão. Sou intensa demais, apaixonada demais, é a verdade, não há quem dê jeito; quando não há um "objeto" de devoção a esse sentimento estranho, simplesmente o invento.
Mas, não, não é tão simples quanto parece. Inúmeras vezes é muito complexo, explicar então... Ih, melhor nem tentar!
De uma coisa sabemos, estar apaixonado é maravilhoso ( às vezes); o problema são os finais, não sei lidar com tais situações, e a desilusão, ah! Isso sim me preocupa. Mas, e por que não se apaixonar muito e sempre? Por que sentimos tanto medo? Só sei que preciso sentir, pouco me importa a dor, desejo sentir de toda essa forma intensa que me parece inata; necessito dessa "vaga ideia de paraíso que nos persegue bonita e breve...", mesmo que isso me faça estar entre o céu e o inferno, quase sempre.
Intensidade, sentimento, realidade, loucura, ódio, doença(?)... Sabe se lá quantos sentimentos se misturam nessa ilusão que nossa mente projeta (e nem adianta culpar os hormônios, neurotransmissores, etc. e tal, rs); bem, porque podemos até saber, mas parece inútil tentar explicar, não é mesmo?
Então, permaneço aqui com toda intensidade desse coração despedaçado que ainda não cansou de se apaixonar (espero que nunca se canse). E posso dizer: espero que você também não canse, apaixone-se todos os dias, pois, de tudo o que viver, restará "apenas" tudo aquilo que lhe fez sentir da forma mais intensa possível. Sinta, sempre. Viva.
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