julho 29, 2009


Desejo seu corpo e sei que não posso deseja-ló, isso me deixa enfurecida, mas faz com que te queira ainda mais, aumenta minha vontade de te possuir, de beber seu sangue, de arruinar sua vida...
nada poderá te ajudar,
ninguém fará nada por ti,
porque você simplesmente não existe!
Eu sim sou real... Sou?!
Olho no espelho e vejo uma criança perdida, aquela mesma que você destruiu, negou ajuda,
ela precisa se libertar e somente sua alma fará dela livre...
Ela deseja seu coração, seu sangue, seus olhos, sua alma, sua vida.
Precisa te arruinar, te possuir para ser capaz de sair dessa escuridão a qual você a colocou sem piedade, ela é apenas uma criança perdida... É preciso que ela morra, que você morra!
Preciso te matar antes que ela se vá, não posso deixa-lá partir assim, talvez ela te mate.
Talvez eu consiga me libertar,
talvez eu morra.
Essas dores que silenciam meu coração não são capazes de mudar a realidade, me tirar dessa escuridão ...
Me pego a pensar na culpa de tudo está tão errado, sinto as dores da humanidade em cada batida incerta do meu coração, em cada gota de sangue que escorre de minha alma, em cada momento que meu coração dilacera...
Meu coração está sangrando, está em feridas e elas se recusam a cicatrizar. De quanta dor vive esse coração, esse corpo que nem mais alma possui.
Esse corpo podre e imundo que está nesse mundo apenas para ser mais um, apenas como estatística.
A realidade vem bater-me a cara todos os dias através de cada rosto triste, de cada miséria que se ouve falar constantemente, sinto rasgar meu coração por estar parada enquanto a humanidade vai projetando seu fim...enquanto o mal corrói minha alma, meu sangue, meu corpo...